O que a seguir se descreve é somente um resumo dos fenómenos relacionados com o tifonismo, aspecto peculiar da geologia da região das Caldas da Rainha….


O vale tifónico de Caldas da Rainha é particularmente conhecido e divulgado em trabalhos(Choffat 1881-82,1883-87; Zbyszewski 1958,1959), situa-se entre os acidentes NE- SWda Lousã – Nazaré e Serra d´Aire - Montejunto sendo delimitado a norte pelas ribeiras de Alcoa e Baça e a sul pela povoação da Roliça.

 

As palavras tifónico e tifonismo referem-se, em particular, à movimentação de materiais plásticos, como o gesso, salgema e argilas, comprimidos em profundidade, movimentam-se em direcção a zonas de menor pressão por onde tendem a ascender à superfície. Esta ascensão, mais ou menos violenta, dá origem a rompimento da cobertura e à deformação da mesma.
A consequente acção erosiva destrói mais facilmente os materiais plásticos (gesso, salgema/gesso/argila), deixando em relevo as rochas mais duras, originam-se deste modo, os vales tifónicos.
O vale tifónico corresponde, assim, a uma estrutura em anticlinal cujos flancos são constituídos por camadas de calcário Jurássico e os fundos são cobertos por uma película de depósitos mais modernos.
No interior do vale salientam-se alguns relevos constituídos por leitos de calcário dolomíticos e domos eruptivos de rochas ofíticas.

De norte para sul do país são diversas as áreas tifónicas : Soure, Caldas da Rainha-Óbidos, Parceiros, Rio Maior, Sesimbra, Albufeira, etc.
Em conclusão, os aspectos fundamentais das estruturas tifónicas são de carácter perfurante e os contactos anormais das rochas que se movimentam em relação às rochas encaixantes.

 

Bibliografia - Teixeira , C. e Gonçalves, F. – Introdução à Geologia de Portugal, Lisboa, 1980; “Alguns aspectos da Geologia da Região de Caldas da Rainha - Prof. Soares Pinto e outros, ESRP, Junho 1993

 

 


voltar