SÃO MARTINHO DO PORTO

Orago: São Martinho
População: 3500 habitantes
Área: 15,01 km2
Actividades económicas: Pesca, turismo, comércio, cerâmica, agricultura e construção civil
Festas e romarias: Festa da Espiga (Maio), Santo António (Junho) e São Martinho (Novembro)
Património cultural e edificado: Igreja Matriz, capela de Santo António, cruzeiro, farol do morro de St.º António, capela de Nossa Sr.ª do Livramento, fontes da Praça Barroca e da Praia, edifício dos antigos Paços do Concelho, colégio JOsé Bento da Silva, bustos de José Bento da Silva e Prof. Eliseu, casa mandada edificar pelo Cap. Jaime Pinto e edifício do antigo Hotel Parque.

Outros locais de interesse turístico: Baía de S. Martinho do Porto, praias da Gralha e Salgado, cais, túnel, morro do Facho, Miradouro do Cruzeiro, Miradouro do Largo Comendador José Bento da Silva (Adro), Largo Vitorino Froes e os lugares da Serra dos Mangues, Venda Nova, Bom Jesus e Vale do Paraíso
Gastronomia: Sopa de lagosta, sopa de navalheiras, arroz de marisco e peixe fresco
Artesanato: Cerâmicas contemporâneas grés vidrado a alta temperatura, trabalhos em couro, pintura de azulejos e escultura
Colectividades: Clube Recreativo de S. Martinho do Porto, Grupo Desportivo Concha Azul, Clube Náutico de S. Martinho do Porto, Assoc. dos Bombeiros Volun-tários, Assoc. de Dadores de Sangue, Clube de Pesca de Serra dos Mangues, Assoc. Regional do Desenvol-vimento de S. Martinho do Porto, Assoc. de Defesa do Ambiente e Casa da Cultura José Bento da Silva

Foi no reinado de D. Afonso III, no mês de Junho do ano de 1257, que Frei Estêvão Martins, 12.º Abade do Convento de Alcobaça, concedeu o primeiro foral a S. Martinho do Porto.
O segundo Foral foi dado em 1495 pelo D. Abade, cardeal Donatário de Alcobaça, o Cardeal D. Afonso, filho de D. Manuel I.
O terceiro Foral foi concedido pelo Rei D. Manuel I, a 1 de Outubro de 1518. É nesta altura que S. Martinho do Porto passa a ser sede de Concelho.
O quarto Foral foi outurgado em 1527, pelo Rei D. João III.

Em 1854, foi suprimido o Concelho de S. Martinho do Porto. A perda de Concelho, faz perder a S. Martinho a categoria de vila, tendo sido reelevada a esta categoria por decisão da Assembleia da República, em 13 de Julho de 1990.
Os símbolos da vila são o Brasão, o Estandarte e o Pelourinho, tendo este sido vendido, infelizmente, em hasta pública em 1866.
Por vontade do D. Abade de Alcobaça, D. Frei Estêvão Martins, foi o Santo São Martinho de Tours proclamado Padroeiro e Protector da Póvoa de S. Martinho, quando da concessão do Foral e carta de povoamento em 1257.
A Baía de S. Martinho é uma bacia marítima de forma oval, tendo o eixo maior no sentido nordeste-sudoeste de 1400m e o eixo menor noroeste-sueste de 900m. Comunica com o Oceano Atlântico através da barra que se abre entre os Morros do Farol e de Sant’Ana.
Os séculos XVI e XVII, representam o período áureo da Vila, como posto comercial e centro de construção naval.
Actualmente ainda existe, junto ao sopé do Monte de Sant’Ana, as ruínas de um arsenal onde foram construídas as caravelas que participaram nas descobertas e conquistas, nos reinados de D. Afonso V e D. João II. Aqui também foram construídos parte dos navios que levaram D. Sebastião a Alcácer Quibir.

A S. Martinho do Porto está ainda ligada a famosa louça das Caldas da Rainha, pois foi nesta vila que nasceu Francisco Gomes de Avelas (1850/1897), fundador da fábrica de louça que utilizou pela primeira vez o óxido de cobalto, para imitar o azul de Sévres e onde os irmãos Bordalo Pinheiro, ensaiaram alguns dos seus primeiros trabalhos.
Naturais desta freguesia, refira-se os beneméritos Manuel Francisco Clérigo e Comendador José Bento da Silva. Este último nasceu em 1801 e veio a falecer em Novembro de 1875, na sua terra natal onde se encontra sepultado. Através de testamento, datado de 1874, doou uma parte da sua fortuna à edificação e manutenção de duas escolas para ensino gratuito. Auxiliou financeiramente os menos favorecidos, instituindo para tal bolsas de estudo a jovens da sua terra.

No seu legado estão implícitos outros legados que levaram à construção da Fonte da Praça (1888), da Torre Sineira da Igreja e compra dos seus sinos (1905), e obtenção de um relógio de Torre (1908).
A edificação do Colégio José Bento da Silva, imponente edifício ainda hoje existente e em razoável estado de conservação, viria a concretizar um dos ideais deste notável benemérito.

Manuel Francisco Clérigo, instituiu uma Fundação com o seu nome, para a qual afectou todos os seus bens, direitos, acções e rendimentos. Hoje esta Fundação que está sediada em S. Martinho do Porto, para além da protecção ao ensino dos alunos da freguesia, tem em funcionamento uma creche, jardim infantil, ocupação de tempos livres de jovens, centro de dia e centro de convívio para idosos, lar de idosos e apoio domiciliário.
A freguesia está datada de uma Extensão de Saúde, uma Policlínica, uma Clínica Dentária e uma Farmácia. A nível de Ensino estão a funcionar duas Escolas do Ensino Básico, uma Escola EB 2/3 e Secundário e um Infantário.
O visitante que desejar pernoitar na freguesia, pode encontrar alojamento em pensões, albergarias, residenciais, parques de campismo e, segundo uso antigo, em quartos particulares que são alugados durante a época balnear.


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